2026 começou com um recado claro: vai ter mais volume — e mais necessidade de planejamento
- MundialeLog
- 9 de fev.
- 3 min de leitura
O Porto de Santos fechou 2025 com recorde histórico de movimentação: 186,4 milhões de toneladas, superando 2024 (179,8 milhões) e consolidando um ciclo de crescimento.

Ao mesmo tempo, há obras relevantes no entorno (Perimetrais, viadutos e acessos) que tendem a melhorar a logística no médio prazo — mas, no curto prazo, podem gerar desvios, gargalos temporários e mudanças de rota.
A combinação “mais carga + intervenções viárias” muda o jogo para quem retira e entrega contêiner toda semana: quem ajusta programação e comunicação antes, ganha previsibilidade; quem mantém a rotina no automático, paga em espera, remarcações e risco de estouro de prazo.
O que está sendo feito
Hoje o pacote de melhorias envolve, principalmente:
Perimetrais das Margens Direita e Esquerda: intervenções para melhorar fluidez do tráfego de carga e reorganizar circulação no entorno portuário.
Região da Alemoa: obras/ações que afetam acessos e podem exigir desvios durante etapas específicas (ex.: drenagem e pistas alternativas).
Viadutos de acesso na Alemoa: projeto para otimizar o fluxo de veículos de carga na entrada do Porto.
Novo ciclo de obra na perimetral com horizonte até 2026: com fases e conclusão prevista para dezembro de 2026 (dependendo do trecho/etapa).
Em outras palavras: o objetivo é melhorar o “vai e vem” de caminhões e reduzir gargalos — mas, enquanto obra está ativa, é normal existir efeito sanfona em horários e trechos.
Possíveis impactos: tráfego, filas, horários críticos e rotas alternativas
Na prática, o que pode acontecer no dia a dia (especialmente para quem roda Santos e região com frequência):
1) Mais variação de tempo de percurso (mesmo na mesma rota)
Com desvios e estreitamentos temporários, o tempo de chegada pode oscilar mais do que o normal — e isso bagunça janela de coleta, devolução de vazio e programação do cliente.
2) Filas e “picos” mais concentrados
Quando um trecho vira gargalo, o fluxo tende a se concentrar em determinados horários. A operação “no limite” (chegar em cima da hora) vira risco.
3) Mudança de melhores horários
O “horário bom” de antes pode deixar de ser o melhor. Em fase de obra, testar janelas (e registrar tempo real por dia/horário) costuma dar vantagem competitiva.
4) Mais remarcação e necessidade de confirmação prévia
Obra + maior volume = mais chance de precisar confirmar: status do trecho, orientação de pátio/terminal e tempo médio do dia.
Como reduzir risco: janelas melhores, retorno de vazio e comunicação com pátio
Aqui vai um playbook simples (e bem prático) que costuma reduzir atraso e custo:
A) Trabalhe com “janela operacional”, não só com horário
Defina um range (ex.: 2–3h) para chegada/saída em dias críticos.
Se for possível, priorize coletas/entregas fora do pico e deixe “folga” quando o trecho estiver em intervenção.
B) Planeje retorno de vazio com antecedência (e com alternativa)
Tenha Plano A / Plano B para devolução de vazio, especialmente quando há risco de desvio.
Evite “devolver no limite” em semana com obra ativa + maior fluxo.
C) Comunicação curta e objetiva com pátio/terminal
Crie um padrão de mensagem (WhatsApp/e-mail) com:
placa/cavalo;
nº container e booking/OS;
janela;
status (em rota / aguardando / carregado / vazio devolvido);
observação de obra/desvio quando aplicável.Isso vira rotina e evita que cada viagem seja “improviso”.
Checklist rápido antes de rodar
Já confirmei orientação atual do acesso (principalmente Alemoa/Perimetral)?
O cliente sabe a previsão realista (ETA) e o que pode mudar?
Tenho plano de retorno de vazio (A/B)?
Se você opera Porto de Santos toda semana, peça uma cotação com base na sua origem/destino, janelas e tipo de container A Mundiale Log monta um cenário prático para reduzir remarcação, espera e risco de atraso.




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